Atuação de grupo empresarial no comércio de soja e milho no AM traz boas perspectivas para agronegócio sustentável amazonense

Grupo Amaggi passará a atuar na venda dos insumos, contribuindo para a redução de custos com a alimentação dos animais

Nesta quarta-feira (11/09), durante reunião para entrega do relatório da Comissão Especial dos Insumos Agropecuários na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), foi anunciada a comercialização de produtos e subprodutos da soja e do milho no Amazonas pela Amaggi. A atuação do grupo empresarial no estado foi viabilizada graças a atuação em parceria da Secretaria de Estado da Produção Rural Sustentável (Sepror) e Aleam, e traz boas perspectivas para o agronegócio amazonense com a redução de custos dos insumos usados na alimentação dos animais.

Com o objetivo de reduzir custos e desenvolver as criações locais de aves, peixes, bovinos, ovinos, caprinos e suínos, a Sepror encaminhou, no dia 15 de março, ao Grupo Amaggi, proprietário do Terminal Graneleiro Hermasa, que fica em Itacoatiara, um documento solicitando à empresa avaliar a possibilidade de comercialização de produtos e subprodutos de soja e milho aqui no Amazonas.

Segundo o titular da Sepror, Petrucio Magalhães Júnior, há uma demanda reprimida de abastecimento de milho, soja e rejeitos do processamento da soja para 20 mil pequenos criadores, uma vez que estes produtos compõem a ração de animais, e hoje são importados principalmente de Mato Grosso.

“Solicitamos ao grupo que comercializasse, via Terminal de Itacoatiara, por ano, cerca de 120 mil toneladas de milho, 20 mil toneladas de casca, 50 toneladas de farelo de soja, além de caroço de algodão e farelo de arroz, que são essenciais para a pecuária e piscicultura do Amazonas”, afirmou o secretário.

Mesmo com uma resposta negativa, a equipe técnica da Sepror continuou avaliando alternativas para que a comercialização se concretizasse. Somando esforços com a Secretaria, a Aleam criou uma Comissão Especial para viabilizar a implementação dessa comercialização junto à Amaggi.

Os esforços obtiveram resultado positivo após cinco meses, quando o grupo empresarial informou à Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento da Aleam, no dia 15 de agosto, que havia solicitado e recebido autorização junto à Receita Federal do Brasil para a venda do farelo de soja ao mercado interno. A Amaggi informou ainda que deverá comercializar milho e casca de soja conforme disponibilidade dos produtos.

O secretário da Sepror ressaltou a importância do esforço coletivo para o que considerou como uma grande vitória do setor agropecuário amazonense. “Hoje se deu a conclusão histórica e de sucesso do trabalho integrado entre parlamentos estadual e municipais, Poder Executivo e iniciativa privada, que garantiu acesso aos produtores rurais do Amazonas aos grãos e fertilizantes do Grupo Amaggi. Parabéns a todos os envolvidos”, finalizou o secretário.

O terminal graneleiro de Itacoatiara foi construído em 1997, com investimento de R$ 28 milhões, em parceria entre o Governo do Amazonas e o grupo Amaggi, da qual se originou a Hermasa.

Hoje, ele recebe as cargas de soja e milho provenientes de Mato Grosso, que chegam em caminhões e são enviadas para o exterior em navios. As instalações do porto de Itacoatiara estão projetadas para um movimento de 2 milhões de toneladas de grãos por ano.

FOTO: Djalma Jr.

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