Canoa movida a energia solar é uma alternativa

Jornal A Crítica

A 1ª Feira e Simpósio tem uma área destinada a estandes com soluções e alternativas para geração de energia. Uma delas é a canoa alimentada por energia solar desenvolvida pela ong Fundación Kara Solar em parceria com a Coordenadoria das Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica (Coica).

O projeto chama-se “Kara Solar” (Kara significa “sonhos que acontecem” as pessoas que a habitam. São botes solares que funcionam 100% com energia solar que conectam necessidades das comunidades.

A embarcação traz alunos às escolas, gente para clínicas de saúde, conecta comunidades aos movimentos agrícolas e de diferentes produtos locais”, explica Utne.

O estágio atual da iniciativa, que tem seu projeto-piloto no Equador, em achuar (dialeto dos povos que vivem ao longo dos rios Pastaza e Bobonaza no Equador, e Morona, Macusari, Tigre, Huallaga e Corrientes, no Peru)).

O projeto é apresentado pelo norte-americano Oliver Utne e consiste na implantação de painéis solares no teto das embarcações. “Criamos um modelo de transporte e energia para a Amazônia que conserva a natureza e é de captação de recursos.

Outra iniciativa é a da ong “Saúde e Alegria”, de Santarém (PA), onde, a partir da união com a comunidade, foram criadas soluções para as comunidades do rio Tapajós, informa o representante Caetano Scanavinno. “Nosso foco são populações das comunidades, aldeias da região do Tapajós, Santarém, Aveiros.

Na área de energia temos experiência de eletrificação solar, comunitária, sistema com água, híbrido-hídrico solar, parte de energia renovável, telecentro de inclusão digital para a Internet, sistema de rádio comunicação e comunitária e eletrificação de postos de saúde.

Também montamos um centro de tecnologia na reserva extrativista Pajós Arapium. Temos todo um trabalho de construir soluções que depois possam até ser copiadas pelos governos, como o barco-hospital , que é um modelo de saúde que implantamos com circo e palhaços e educação, em parceria com as prefeituras e que virou até política pública nacional do Ministério da Saúde. Inclusive aqui no Amazonas como em Nhamundá”. Estas e outras iniciativas podem ser acompanhadas até amanhã, quando encerra o evento.

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