Cisto renal pode evoluir para câncer?

Cisto renal é câncer? A resposta para a pergunta que assombra a maioria das pessoas, ao receber o diagnóstico de cisto no rim, é simples: em sua maioria, os cistos renais não são câncer e são considerados simples. Eles se incluem em uma classificação denominada benigna e, para ser um câncer, na linguagem técnica, é necessário que ele seja maligno, explica o cirurgião urologista da Urocentro, Dr. Giuseppe Figliuolo.

Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) apontou que cerca de 13 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de problema renal, o que inclui os portadores de cistos renais e também os pacientes com câncer de rim (os quais são minoria).

Segundo o especialista, os cistos renais têm as seguintes características: são formados por uma bolsa arredondada, cheia de líquido (na maioria das vezes) e podem derivar de patologias como a doença renal policística e insuficiência renal – esta última também pode vir após o aparecimento do cisto, como conseqüência da alteração.

Considerado o filtro do corpo humano, o rim tem como principal função eliminar o excesso de substâncias nocivas, a exemplo do sal, evitando sobrecargas ao organismo. O órgão também ajuda a controlar a pressão arterial e trabalha na liberação de glóbulos vermelhos através da medula óssea.

Sobre os cistos

Os cistos renais simples são geralmente benignos, por não apresentarem sinais de calcificação em suas estruturas. Por isso, não evoluem para câncer. Eles quase sempre acometem pessoas com idade acima de 50 anos. Como não apresentam sintomas, são de difícil diagnóstico. “A exceção, nesses casos, se dá quando o cisto está infectado por alguma bactéria, o que pode resultar em dores constantes aos pacientes, provocadas por inchaços no órgão”, frisou Giuseppe Figliuolo. Outros sintomas associados a este último caso são: febre e retenção de urina (dificuldade ao urinar).

O cirurgião explica que os cistos renais simples, quando pequenos e assintomáticos, não necessitam de tratamento, mas precisam ser acompanhados por um especialista com consultas periódicas. Já os maiores, que ocasionam dores e afins, podem ser tratados com drenagem cirúrgica ou punção, além de terapia medicamentosa.

Câncer

Nos casos em que os cistos apresentam uma estrutura mais densa, com paredes grossas e irregulares, a indicação é que a investigação seja mais aprofundada, pois podem evoluir para câncer renal. “Tanto para os casos simples, quanto para os considerados complexos, são indicados exames de imagem, como ultrassonografias e tomografias computadorizadas. Se a composição do cisto sugere um câncer, é indicada a remoção completa e envio à biópsia para análise patológica, que pode confirmar ou afastar a suspeita”, assegurou.

Cisto renal pode evoluir para câncer?

O médico destaca que campanhas realizadas pelas sociedades de especialidades médicas, apontam a necessidade da realização de um check up anual para homens e mulheres, a partir dos 35 ou 40 anos. O objetivo é diagnosticar o mais cedo possível, certas alterações, a exemplo do câncer renal, aumentando as chances de cura no tratamento.

Chances de cura

“Procuramos reforçar sempre que, quanto mais cedo o câncer é descoberto, maiores são as chances de cura. Os casos dos cânceres renais não são diferentes. Temos, hoje, tratamentos inovadores, como as cirurgias por vídeo, consideradas minimamente invasivas, além de compostos quimioterápicos e radioterapia, que também auxiliam na cura e/ou na sobrevida dos pacientes. Mas, é importante lembrar que as metodologias de rastreio devem ser levadas a sério, pois a realização dos exames periódicos tem ajudado a salvar milhares de vidas, todos os anos, não só no Brasil, mas em diversos outros países”, assegurou.

Figliuolo explica que já existem várias modalidades cirúrgicas para o tratamento do câncer renal, entre elas, a videolaparoscopia, que evita grandes incisões e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente. “O tratamento pode ser feito através de cirurgia, ou, incluir outras variáveis, como quimioterapia e até radioterapia, dependendo do tamanho do tumor diagnosticado”, destacou.


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Ana Carolina Barbosa

92-984400505

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