Fundação Matias Machline apresenta projetos sociais às indústrias do PIM

A FMM (Fundação Matias Machline), um dos maiores projetos Sociais de Educação do Norte do país, realizou ontem (25), no auditório da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), o 1º encontro com empresários do PIM (Polo Industrial de Manaus). O objetivo do evento foi apresentar o “Projeto Social: Transformando vida por meio da educação” e buscar parceiros na indústria para ampliar os trabalhos. A meta é continuar dando oportunidades de estudos para jovens em vulnerabilidade social, preparando-os para o mercado de trabalho.

A instituição oferece Ensino Médio técnico nas áreas de informática, mecatrônica e eletrônica gratuitamente para crianças que cursam Ensino Fundamental de escolas públicas. Lá os alunos fazem 3 refeições ao dia, têm acompanhamento médico e odontológico, psicopedagogia, material didático e uniformes. Para o empresário Sung Un Song, presidente da Digitron da Amazônia, empresa mantenedora da fundação, dada a importância social do trabalho desenvolvido, é de fundamental importância que as indústrias do PIM tenham o conhecimento do projeto e invistam no futuro dos estudantes.

“As indústrias podem ajudar a garantir o acesso a ensino de excelência para a população carente e descobrir novos talentos, que ela própria pode se beneficiar no futuro. É um investimento a longo prazo. O foco maior é o projeto social para ajudar a desenvolver a sociedade. Fica para indústria a gratidão de poder colaborar, de ajudar as famílias e a comunidade onde ela está inserida.Hoje a fundação é um projeto da sociedade. Não vamos conseguir sozinhos, precisamos da ajuda da sociedade e das empresas do PIM”, disse.

Song explica que a fundação oferece oportunidade aos jovens de terem acesso a uma educação que vai permitir uma vida de sucesso profissional no futuro. “Não só ensinamos a parte técnica, mas também educamos e chamamos atenção para termos de responsabilidade social, meio ambiente, cidadania e humanitarismo. Além do conteúdo técnico que é passado, focamos muito o lado pessoal da formação do caráter do indivíduo”, explica.

Para a estudante Renata Emanuele Moraes, a fundação tem oferecido diversos ensinamentos, que vão desde disciplinas e conteúdos curriculares a princípios e valores para a vida. Há dois anos estudando na instituição, ela conta um pouco de tudo o que tem aprendido.

“Eu vejo nos meus professores e em toda coordenação da escola uma preocupação em passar para os estudantes sobre disciplina, comportamento, princípios como o respeito ao próximo, e eles nos incentivam muito a ajudar o outro. Além disso, eles conversam sobre os diferentes ambientes que vamos nos deparar quando sairmos da escola, no caso eles tentam nos mostrar um pouquinho de como é o mundo de verdade”, disse.

Números

A FMM possui mais de 5 mil jovens formados; 95% de aprovação em universidades públicas; 883 alunos em 2019 e 35 professores. Ela disponibiliza mais de 65 mil refeições por mês e 3 conjuntos de uniformes por alunos, além de R$ 500 mil de investimento em livros. Em 2016 a Fundação contou com um orçamento de R$ 14,5 milhões, em 2017 e 2018 o orçamento girava em torno de 13,7 Milhões e R$ 11,6 milhões respectivamente. Para 2019 os valores ficaram orçados em R$ 14,7 milhões. De acordo com a fundação, 80% dos recursos são destinados aos alunos e 20% para custo administrativo.

Segundo Pauderney Avelino, membro do conselho curador da FMM, os recursos da Digitron têm sido insuficiente para que o trabalho seja ampliado. “O objetivo é buscar parcerias. Iniciativas como estas são muito válidas. É a educação que muda a vida da gente e, sobretudo, das crianças mais carentes”, explicou.

Como ser parceiro

De acordo com a diretora de ensino e pesquisa da instituição, Nancy Cavalcante, as empresas do PIM podem ajudar por meio do aporte de verba de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento); através do fundo de endowment, onde parte dos bens e direitos da empresa são doados para a fundação; doação direta por meio transferência bancária ou boleto; doação diretamente no IR (Imposto de Renda); ou reinvestimento da verba de P&D na Fundação. Todos os recursos são destinados para ao projeto.

“Nós fornecemos um ensino técnico e fazemos uma transformação de vidas. A gente entende que essa fase do Ensino Médio, os adolescentes estão se descobrindo a respeito do que vão fazer no futuro. Então é um momento importante para intervir e fazer uma educação social. Trabalhamos os conteúdos técnicos, mas também trabalhamos a formação do cidadão. O objetivo deste encontro é mostrar a transparência da Fundação para a sociedade de forma honesta sobre o trabalho que ela realiza. O objetivo é agregar várias pessoas que querem transformar a sociedade por meio da educação unindo forças”, afirmou.

Para Song, é uma grande oportunidade das companhias instaladas em Manaus contribuírem para o desenvolvimento da região, assumindo sua responsabilidade social. “É gratificante você devolver para a sociedade aquilo que você ganhou dela. Todos nós temos uma responsabilidade social”, frisou.

Clipping: seplancti.am.gov.br