Na FIEAM, Jório Veiga anuncia estratégias para desenvolver o Amazonas

O secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório Veiga, ontem, em reunião de diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), apontou as atividades econômicas prioritárias para diversificação e fortalecimento da economia do Amazonas.

De acordo com o secretário, mais de 80% do que move a economia do Estado hoje vem do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a riqueza está concentrada, restrita em uma pequena área (Manaus).

Na ocasião, o presidente da FIEAM, Antonio Silva, destacou a necessidade de se explorar as vocações regionais, como a cadeia produtiva do pescado, fruticultura, turismo e a atividade mineral. “Precisamos urgentemente evitar o êxodo rural existente, Manaus está explodindo, porém não geramos emprego no interior do Amazonas”, disse.

secretário da Seplancti, Jório Veiga
secretário da Seplancti, Jório Veiga

Os investimentos em diversificação da economia, com a exploração do turismo, mineração, piscicultura, bioeconomia, economia digital e o setor primário (agronegócio), serão mensurados pela Seplancti, para avaliar os impactos na geração do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

“As atividades do PIM seguem crescendo e é preciso que as atividades correlatas agreguem valor. Entendemos que a mineração pode chegar a 15% do PIB e o turismo a 8%”, disse Veiga, para citar que o turismo representa 16% do PIB mundial. “Esse setor é importante e pode ser melhor trabalhado”, apontou.

Para intensificar o esforço pela diversificação da matriz econômica e adensamento da cadeia de inovação de segmentos econômicos do Estado, Veiga anuncia que a Secretaria, com os setores de planejamento, desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação, vai atuar plenamente nos próximos anos, conjuntamente com os conselhos, câmaras e comissões, para a criação de um ambiente de negócios mais ágil e transparente.

“É necessário, para que tudo isso ocorra, que tenhamos um ambiente de negócios favorável e isso passa por procedimentos de automação e desburocratização desses processos”, afirmou Veiga, acrescentando que para ocorrer o fortalecimento e modernização do PIM é também preciso trazer novas indústrias e produtos de maior valor agregado e ciclo de vida mais longo.

Com objetivo dividido em quatro eixos principais, a Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Seplancti, pretende formular e gerir as políticas de CT&I e de geodiversidade do Estado, a fim de potencializar a transformação do conhecimento técnico-científico em desenvolvimento socioeconômico, com ênfase na melhoria contínua da produção e capital científico.

“Tem muita coisa que começa aqui, porém não termina aqui no Amazonas. Por exemplo, você faz a extração do óleo, mas a purificação é feita fora daqui. Fazemos mineração, mas a exportação do minério e a metalurgia desse minério para separar os metais são feitas fora, ficamos com o básico que não rende nada para a população. O que é riqueza de fato e agrega vai para outro lugar”, ressaltou Veiga.

O mercado amazonense não chega a 3% do mercado brasileiro, de acordo com Jório Veiga. “Isso mostra um mercado muito pequeno para indústria do porte que existe hoje no Estado”, expôs o secretário, para quem o propósito é atrair empresas cujos produtos atendam necessidades primárias, sair do modelo praticamente exclusivo de substituição de importação para agregar também exportação e, além disso, acrescentar empresas de pequeno e médio porte, pois agregam muito mais à economia local”, pontuou ele.

Estavam presentes na reunião representantes da FIEAM, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio), Associação Comercial do Amazonas (ACA), Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese Manaus) e demais representantes da indústria.

Fonte: FIEAM

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